Certo ou incerto?

Não há nada mais que isso. Acordar, tomar café – bem forte -, checar os e-mails, facebook e afins, fazer uma pesquisa e faculdade. Aula, bate-papos despretensiosos, curiosidade pela nova experiência que se inicia. Expectativa: em breve uma motorista habilitada. Medo, tudo pode se reverter num segundo. Felicidade, afinal ele tinha pego seu telefone e realmente ligou no dia seguinte. Quantos fizeram isso?

Tudo acontecendo ao mesmo tempo, é a atualidade. Todos os sentimentos explodindo juntos e em harmonia, constituindo um panorama nunca antes experimentado. A dor da perda ainda dói e une-se a isso a falta de  paixão . Paixão não mais por nada. Apaixonados tornam-se cegos a tudo o que não seja o objeto de paixão , tomam partido, brigam feio se preciso. Mas ela não tem mais paixão alguma, apenas deixa a vida surgir com fluidez , participa o mais intensamente que pode, observa a sincronia com que tudo volta ao seu devido lugar, dos sorrisos novos que surgem à sua frente. No mais, ela agradece com uma prece. Seja como for, ela sabe que não está sozinha…

O antônimo da ilusão é a decepção

A decepção nada mais é do que você ter imaginado que te fariam uma festa surpresa e ela não acontecer. Mas pera lá, por que raios você ilusionou uma festa surpresa? Uma festa surpresa deve ser um gesto espontâneo (por parte dos seus amigos e/ou família) e inesperado por quem vai ser homenageado (no caso, você). Mas quem nunca ilusionou sua “festa surpresa”?

Confesso que meu caso foi realmente ilusionar uma festa de 15 anos surpresa por parte dos meus pais e depois uma de 18. Imaginei que seria importante a ponto de eu merecer em cada uma destas datas. No entanto, esses dois aniversários foram os mais simples que tive na vida. Mas nos dois eu tive emoções com pessoas que eu amava. E isso importou.

É difícil eu dizer isso porque muitas pessoas, inclusive eu, ilusionam muitas coisas. Principalmente no que diz respeito às atitudes de terceiros. É claro que eu sempre me decepciono. Porque na minha imaginação, as pessoas tomam as atitudes mais encantadoramente certas. O que me foge é que as atitudes de outros são tão inesperadas que podem ser de 1001 maneiras diferentes da imaginada e mesmo assim nos transmitir o mesmo tipo de sentimento. E aí, só porque não aconteceu exatamente como o esperado, a gente se decepciona.

E além do mais, mesmo que as pessoas tomem atitudes erradas para conosco, mesmo assim podemos relevar conforme a circunstância porque existem momentos e momentos e ninguém é perfeito. Ninguém nem chega perto disso. O que existe são defeitos diferentes em cada pessoa. Mas cada um vem com seu defeitinho incluído no pacote. Então, sejamos felizes.

Como? Deixando a ilusão de lado. Que jeito? A gente precisa aprender a lidar com tudo o que a vida nos oferece, porque nada acontece por acaso, embora possa parecer. O segredo da vida não é viver uma vida inteira sem problemas e sim ter todos os problemas possíveis e aprender a lidar com cada um deles. Esse é o nosso desafio de cada dia e o objetivo das nossas vidas.

Saúde, paz e amor. Até.

Brindemos

Não poderia de jeito nenhum deixar de escrever algo – mesmo que pequeno – sobre uma certa data que se aproxima. O único motivo da importância tamanha que esta data terá para mim, é que eu vou vivê-la e não observá-la, como tenho feito nos meus últimos 18 anos. E viver um dia especial, é certamente mais inebriante do que imaginar este dia, com todos os seus adendos (que, eu diria, são) obrigatórios.

Para viver esta data sempre me faltou o essencial, o que a torna uma “data importante”, um dia diferente dos demais, um dia de se comemorar, de estar conectada com uma pessoa. Apenas uma pessoa, foi o que sempre faltou para que eu pudesse marcar o dia 12 de junho em minha agenda como um dia diferente.

Já gostei muito de falar sobre sentimentos. Hoje, considero o abstrato algo muitíssimo complexo para ser descrito. É impossível usar palavras para falar de sentimentos, embora alguns poucos consigam chegar muito perto disso – e de maneira satisfatória, por sinal. Mas de algum jeito há de se expressar algo que nos acontece por dentro. E hoje estou aqui para fazer uma tentativa. Descrever seria impossível, mas…

Eu não esperei 18 anos pra conhecer alguém, nem pra me abrir pra alguém. Sempre fui intensa e, confesso, me apaixono fácil. Mas há algo além disso, que foi o que me fez estar “encalhada” até um certo momento. Eu me sentia mal por isso, mas hoje percebo que fiz tudo acontecer. Eu sempre me entrego às pessoas que gosto, mas só gostar é muito pouco. Quando eu conheço alguém, eu passo a entender até onde minha relação com ela vai me fazer bem. E é aí que entra a solidão. Estive sozinha até agora porque sempre pulei do barco que ia me afundar. E hoje eu estou num barco que eu tenho certeza, que com a minha colaboração, vai longe.

Eu me apaixonei e meu “sexto sentido” (em quem eu mais confio) se manifestou da melhor forma possível. Na verdade, quem já esteve apaixonado e amou realmente alguém entende do que eu falo. O que eu chamo vulgarmente de sexto sentido é uma conexão forte que acontece entre dois espíritos. Nós, todos nós, sentimos. Mas alguns ignoram o que sentem. É uma conexão forte, que torna tudo muito intenso. Você pode, num primeiro momento, passar um dia inteiro, só com o olhar conectado com o da pessoa. Você o lê e você passa a conhecer. Porque você deixa de ver com os olhos do corpo.

E depois que passa esse momento, as coisas só mudam se vocês quiserem, porque nada pode separar essa união feita com um laço tão forte.  E você reconhece o seu sorriso, cada sorriso: aquele que ele usa quando você conta uma piada, aquele que ele força quando vocês estão emburrados, aquele com os olhos brilhando quando ganha uma coisa que gosta muito (um chocolate, talvez), aquele que ele usa quando estão abraçados se curtindo. Você reconheceria sua voz de longe e certamente, até seu cheiro é conhecido, bem como faz falta. Quando você não está perto, sente falta. E quando vocês estão no meio de uma discussão, tudo o que você mais quer, é que ele te abrace e te console e tudo aquilo acabe. O nome disso é amor. Talvez caibam aqui mais algumas palavras bonitas, mas cada gesto, cada piscadinha ou sorriso de cumplicidade ou piadas contadas, cada coisa tem valor incomensurável quando se ama.Por isso hoje não estou feliz porque vou passar o dia 12 com um namorado. Estou feliz porque passarei com o meu namorado, o Lucas. Pequeno, bobo, impaciente, de coração grande e que ama os amigos, que entende mais de carros do que eu, que me chama de maluca, me diz que eu sou difícil. É ele. E só ele. Tudo poderia ter sido diferente nas nossas vidas, mas eu sempre deixei esse espaço reservado, por que eu saberia que ele apareceria. E ele não me decepcionou. E é por isso que esse dia dos namorados vai ser tão importante pra mim, não porque eu tenho um namorado, mas porque, depois de 17 anos eu achei o meu.

Feliz Dia dos Namorados e desejo a todos harmonia e felicidade. E que todos os dias sejam dias especiais, sejam o dia dos namorados. E que nossos barcos sempre sejam nossos barcos e que juntos possamos ir cada vez mais longe.

Tome nota.

Há um tempo percebi que meu tênis de ir ao colégio está com o solado totalmente torto. Minha pisada é torta e sei que se continuar usando esse par de tênis, prejudicarei ainda mais minha coluna, que já é escoliótica¹. Hoje vim pra casa pensando nisso, em como os detalhes, por menores que sejam, a longo prazo podem trazer complicações irremediáveis. Pensa em quantas tarefas cotidianas você faz automaticamente. Agora pensa refletindo sobre estes tipos de detalhes. A Ergonomia, em segurança do Trabalho, visa a saúde e bem-estar do trabalhador. Mas a Ergonomia é uma ciência independente que pode ser empregada em todas as áreas da nossa vida. Do que eu estou falando?

Sabe quando você chega em casa e vê meias espalhadas pela sala, roupa suja fora do cesto, toalha molhada em cima da cama e uma pilha de louça suja pra lavar? Seu estado psicológico depois de cenas como estas fica em polvorosa. Ou não? O meu ficaria. Eu encontrei aqui em casa uma solução interessante para este problema: conscientização. Todos já estão tomando ciência de que devem limpar sua própria sujeira e organizar sua própria bagunça. Assim, do ponto de vista cognitivo², a gente já vai começando a ter um ambiente mais saudável dentro de casa. Desorganização é inimiga do bem-estar, para a maioria das pessoas.

O aspecto físico é o mais gritante para nós dentro de casa (não o mais importante, visto que todos importam em mesma intensidade). Nós em casa temos tendência a relaxar e não seguir regras ou procedimentos na hora de executar tarefas, de se divertir e tudo mais. Quem nunca dormiu no sofá, com o pescoço muito mais alto que o resto do corpo? Quem tem o computador ergonomicamente adaptado às suas dimensões? Quem nunca usou o notebook enquanto estava deitado?

Antes de tudo, em nossa vida devemos ter planejamento. Claro que você talvez nunca tenha ouvido falar em ergonomia e nunca tenha pensado nesse aspecto, mas esse post tem como objetivo o esclarecimento, pra que todos possam a partir de agora, trazer mais saúde e bem estar à sua vida cotidiana. Quem não quer ter saúde e estar com a mente livre de preocupações? O planejamento deve ser feito sempre. O tempo que você leva planejando é recompensado em dobro quando tudo dá certo. A partir de agora, quando for comprar um móvel que vá usar com frequência, observe suas dimensões e tente fazer o máximo pra que seja adaptado a você. Planejar não custa caro. O que você gasta hoje comprando um tênis adaptado às suas necessidades, ou com uma palmilha ortopédica é um que você vai economizar no futuro com operações de coluna, fisioterapias e tudo mais.

Dedique tempo a você no que se refere a saúde planejamento. Preste atenção ao tempo que passa no computador, às posturas que emprega com frequência, à sua bancada de ferramentas, a quantas horas por dia passa em pé, ao que come, ao ambiente da sua casa. Tire um tempo pra relaxar, pra caminhar, climatize sua casa, humanize: use quadros, flores. Tenha um animal de estimação. Crie dentro da sua casa um sistema organizado, crie procedimentos. Com o tempo, você vai estar fazendo posturas corretas automaticamente. Deixará de ser chato e passará a ser saudável. Comece o quanto antes!

Nós, que temos acesso a esta ótima ferramenta que é a internet podemos aprender muito sem sair de casa, então atenção. E o que não souber fazer, pergunte ao Sr. Google, o sabe tudo, e ele responderá. Se quiser mandar suas dúvidas pra cá também, eu vou adorar ajudar quando puder. E se eu esqueci alguma situação em que a ergonomia pode ser empregada, coloca aqui nos comentários.

Até mais.

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¹ Tenho escoliose, desvio de coluna que faz com que ela adquira o formato de um “S”. Consequentemente, um ombro fica menor que o outro.

Ainda não sinto dor com tanta frequência, mas não quero esperar piorar a este ponto.

 

² Cognição, em ergonomia, refere-se a processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e resposta motora, stress e outros mais.

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fontes: http://www.abergo.org.br/internas.php?pg=o_que_e_ergonomiahttp://www.ivogomes.com/blog/o-que-e-a-ergonomia/http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=879

desentendimento.

Acontece num dia normal. Você acorda de bom humor, cantarolando, toma um banho gelado e vai tomar seu café. Seu pai te manda lavar a privada, você avisa que está terminando o café, agora não pode. Pronto, deu motivo. Ou então quando você simplesmente esquece de pagar aquela conta que ele te pediu, ou quando você fala demais e não se cala nunca mais. Sabe? Nem sempre a culpa é sua.

O dia ontem foi maravilhoso, você liga pro seu namorado e vocês vão almoçar juntos na casa dele. Você é chata, ele começa a te ignorar. Você diz que vai embora. Deu motivo.

Certas coisas é melhor não dizer nem fazer, a menos que você queira um desentendimento. Eu sei que parece clichê, mas quando você vive a experiência, tudo muda. Aí você percebe que não é tão clichê assim: acontece realmente! E o mais incrível é que as vezes os motivos são os mais bossais possíveis. Mas as pessoas sábias já sabem o que fazer: não provocar, não dar corda, jamais!

E quando perceber que a pessoa já está mal humorada e fazendo de tudo para provocar uma briga? Relaxe, descontraia (mas jamais descontraia demais), fale calmamente e responda de um jeito bem firme e em tom suave a todas as perguntas/indagações/provocações. E pense bem, tirando as brigas com as pessoas que você não suporta, você só briga com as pessoas que mais gosta. Então isso nem sempre é um mal sinal. Só procure nunca ferir a pessoa que você ama num momento de discussão porque isso só vai enfraquecer a relação de confiança entre vocês.

Boa sorte e até mais ver.

Será que…? Será?

Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas ou se são os momentos da nossa vida que nos fazem?
Se você pudesse voltar no tempo e mudar apenas uma coisa na sua vida, você mudaria?
E se mudasse, será essa mudança tornaria a sua vida melhor?
Ou será que ela acabaria partindo o seu coração?
Ou partindo o coração de outra pessoa?
Será que você escolheria um caminho totalmente diferente?
Ou você só mudaria uma única coisa? Um único momento?
O Grande Momento que você sempre quis ter de volta.
Reflita e veja o lado positivo de tudo… Deus acredita em vc e ñ permitirá que vc passe por qq situação que Ele ñ tenha certeza que és capaz de superá-la.
Tire proveito dos maus momentos… Utilize-os com pedra para galgar seu degraus!

Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas ou se são os momentos da nossa vida que nos fazem?

Se você pudesse voltar no tempo e mudar apenas uma coisa na sua vida, você mudaria?

E se mudasse, será que essa mudança tornaria a sua vida melhor?

Ou será que ela acabaria partindo o seu coração?

Ou partindo o coração de outra pessoa?

Será que você escolheria um caminho totalmente diferente?

Ou você só mudaria uma única coisa? Um único momento?

@

 

Essas são questões bastantes interessantes, deveríamos nos questionar todos os dias acerca delas.

(Recebi no meu e-mail uma mensagem com estas interrogações, cortei algumas partes, só esta me interessou muito. Reflitamos.)

uma pitada de criticidade, não mais.

Você já percebeu o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo: da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzeis, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.

Nelson Rodrigues

Sem grandes emoções, sem gran finale: apenas lembranças remotas ou idéias desconexas.

Você acorda e as luzes estão apagadas. Eles devem estar dormindo. A primeira coisa que você faz é virar para o lado e voltar a dormir. Ou tentar, porque você não consegue. Aquele lugar que você viu não é o seu quarto e isso te deixa intrigado. “Talvez seja o sono.” E você olha de novo, analisando bem dessa vez. Esfrega os olhos e olha novamente. Não, definitivamente aquele não é o seu quarto e aquelas duas pessoas dormindo juntas num colchonete perto de você não são seu pai e sua mãe. Vem aquele friozinho chato na barriga. “Cadê meus pais? Quero minha mãe.” Ontem mesmo você estava dizendo que não aguentava mais. Agora faz tanta falta. Você sabe que se esse resfriado te deixar de cama, ninguém ali vai parar suas atividades pra cuidar de você. Talvez nem sua mãe parasse mais. “Ah, o que isso importa?” Volta a dormir. “Amanhã o dia vai ser cheio.”

De manhã, como você previa, todos acordam no mesmo horario e vão congestionar o banheiro. Muitas mulheres juntas. É um vestiário. A fila para os chuveiros está bastante disputada, mas você vê um chuveiro vazio, então corre pra lá antes que alguem possa dizer alguma coisa. E logo descobre porque não estava tão disputado quanto os outros. “Mas que diferença faz? Banho frio desperta.” Não era isso que diziam nossos avós?

Depois do banho vão todos de ônibus para um lugar lindo. Enorme. Cidade diferente, tudo bem mais organizado. “Gostei, quero estudar aqui.” Você vai direto para um pátio enorme com um palco sob uma tenda no centro. O céu está lindo. Uma das manhãs mais bonitas do ano. O clima é perfeito: aquele friozinho de cidade do interior, juntamente com um sol maravilhoso que te faz ter vontade de passar o dia admirando. “Será que eu posso passar o dia aqui refletindo?”

 

@

Sabe aquele texto que você começa e não termina e fica na sua pasta de rascunhos até você descobrir que talvez alguém se interesse por ele? E que você lê até terminar e percebe que ele não tem fim e que mesmo que você tentasse, jamais conseguiria resgatar a memória que te fez escrevê-lo para poder dar a ele um gran finale? Esse texto sem final me interessa. Então deixo livre à sua mente imaginar seu gran finale. Com certeza vai se tornar fantástico. E se quiser postar no coméntário um bom complemento, sinta-se à vontade, a casa aqui é nossa.

Entender nem sempre é necessário.

Não há o que falar e isso me incomoda. As experiências estão se multiplicando mas as palavras estão se esvaindo. Já não se sabe mais como fazer um texto no colégio, nem um post prum blog, o que sempre foi motivo de grande excitação. Já não tem graça o Natal. A árvore, que antes era disputadíssima para ser montada, foi montada à força por seu pai, que nunca se interessou muito pelo tão belo natal – ou aparentemente não. O que tem acontecido com você? O que tem acontecido comigo?

Eu poderia começar falando do Congresso da UBES, o que com certeza interessaria boa parte do meu público leitor se eu ainda tiver um público leitor. Poderia falar dos shows que existem por aí pelo Rio de janeiro nas noites de sábado, e de como é fantástico ser carioca e ter tudo isso ao alcance da mão. Ver seus amigos se mudarem e acabarem voltando pro Rio, porque VOCÊ está numa cidade inigualável. Mas por mais que eu saiba que tudo isso seria muito interessante, não me bastaria dizer isso. Até porque talvez meu dom não seja escrever. Vou te enrolar até o final deste texto e vou acabar não dizendo nada. Eu poderia muito bem fazer você e eu voltarmos aos tempos de crianças e nos lembrarmos do quanto o mundo parecia imensamente grande e como nossas opinião era ignorada a menos que houvesse um espetáculo de choro no meio da sala da sua casa pelo fato de você não gostar de chuchu. Aliás, eu não gosto de chuchu. E meu pai sempre pensou que eu era como todas as outras crianças, que faziam charminho, que não gostavam porque não tem gosto de nada e isso tudo aí que pai pensa. Talvez ele estivece certo em algum ponto. O fato é que até hoje eu não como chuchu. Em contrapartida, como espinafre muito bem, o que segundo ele me faria ficar muito mais esperta e inteligente. Bem, isso não ajudou muito no Curso Técnico, no qual fiquei de recuperação por um décimo e depois veio a reprovação porque minha maldita dívida de nota ali aumentara. Só porque 98% da população da sua cidade tem câncer de pulmão depois do consumo excessivo de cigarros, não quer dizer que a Tia Fernada tenha. Ela fuma desde seus tempos de adolescente e sua radiografia de pulmão mostrou um pulmão limpo com funcionamento perfeito, impecável.

Juntando tudo isso o que eu disse, não dá um post decente, embora uma ou duas coisas que eu disse acima tenham alguma relação umas com as outras. Bom, você não vai perceber tão cedo. Talvez nunca. Seu nome não é Nathalia e você provavelmente bebe leite, algo que eu não bebo. E as pesquisas devem mesmo estar certas e terei muito em breve uma osteoporose. E nessa época posso pensar: “Eu deveria ter bebido leite e ter feito tudo diferente.” Ou talvez um dia poderei simplesmente dizer: bacana, eu sempre fui o que eu quis e a falta de leite, além da osteoporose não afetou em nada minha vida.

E a pior parte de tudo isso, é que eu sinto estar surtando e minha mãe vai saber disso depois dos leitores do meu blog. Talvez ela devesse também ter aprendido a usar um computador e gostar um pouquinho mais de Carnaval. Vai entender a vida. É pra viver, não ficar folisofando e tentando escrever todas as loucuras que se pensa. Deixemos a filosofia aos filósofos e poesia aos poetas. Já deu pra perceber que nenhum destes é o meu dom, né?

Ou revoir.

De como não pirar antes do vestibular e dos 18 anos. – ou simplesmente de como enfrentar de maneira responsável essa fase da vida.

Eu sei que se você, meu querido amig@ leitor(a), tiver mais pros seus 40 anos, não vai achar a mínima graça nisso tudo aqui. A menos que seja um(a) psicólog@ especializad@ em adolescentes, ou que você seja pai/mãe de alguém nessa fase. Mas, você pode também desconsiderar o começo deste post, e continuar lendo. Afinal, ele é pra você.

Então, sem mais delongas, vamos objetivamente ao ponto, que é onde eu falo DEZ coisas, das tantas que você nunca deve fazer nem tentar fazer perto dessa fase, pra não dar com a cara na porta. Até porque pancadas doem, mas decepções doem mais ainda. E, se não estiver totalmente enganada, decepcionar alguém pode ser potencialmente mais doloroso do que decepcionar a si mesmo.

regra #1 quando você decepciona seus pais, dói neles e dói em você. Portanto, é bom não achar que é o don@ do mundo e que pode resolver tudo sozinh@. Geralmente você precisa de alguém. E quando você tem menos de 18 anos ou não se sustenta sozinh@, esse alguém é seu pai/mãe; (Na maioria das vezes.)

regra #2 nunca tente nem pense em se matar. Afinal, cabeça de pré-18 anos e pré-vestibulando, muda constantemente. Se amanhã você já não estiver pensando mais em se matar, não vai adiantar nada se você já estiver mort@;

regra #3 NÃO ULTRAPASSE SEUS LIMITES. JAMAIS! (auto-explicativa)

regra #4 Você deve explicações a seus pais não só porque eles te sustentam, mas por que eles realmente se preocupam com você, acredite nisso; (via @Joanninha)

regra #5 seja sensato, faz favor. Você já é quase um adulto e quase com responsabilidades de. E a responsabilidade começa pela sensatez;

regra #6 não fale toda a verdade, mas, voltando à regra anterior, seja sensato até nas suas mentiras;

regra #7 se o vestibular está chegando, se faltam apenas um mês e cinco dias pra primeira fase da sua prova da UERJ, para de ler esse post agora e VAI ESTUDAR!;

regra #8 se você for fazer o vestibular da UERJ e já estiver seguindo minhas dicas de como ser responsável, provavelmente não estará lendo a 8ª regra;

regra #9 se seus pais acham que assim que você começar a beber pra esquecer a doideira que sua vida está neste momento, vai ficar viciad@ em bebida, respire fundo e relaxe. Eles tem 95% de chance de estar certos e com certeza estão pensando como todos os outros pais do mundo; (essa daqui você também não deve estar lendo, querid@ pré-vestibuland@, considerando-se que física no 3º ano está bastante difícil e você está com seu livro na mão tentando se aprimorar na matéria.)

e, finalmente, nossa regra #10 que você está lendo sim, que eu sei. Já que com certeza ignorou uma parte do que eu acabei de dizer.

regra #10 é a seguinte: não existem regras que podem ser seguidas por todos e gerar resultados positivos e iguais. Mastigando melhor: cada um toma atitudes de maneiras diferentes, entende regras de modo diferentes e vive em situações diferentes das dos outros, então, pode ser que 100% dessas regras se apliquem a você e gerem bons resultados e pode ser que estraguem tudo.

E, se aceita um conselho, não acredite nem siga tudo o que te disserem, afinal, fiz todas estas regras aqui pensando só e exclusivamente em mim, que se neste momento da minha vida tivesse seguido todas estas regras à risca, talvez não tivesse dado tudo errado no dia de hoje e eu não teria tido a inspiração de escrever um texto que talvez ajude a alguém.

E não leve a mal as minhas tristes brincadeiras. Ou leve, se assim preferir. Suas escolhas quem faz é você.

Beijo e até um próximo post.

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