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Passe adiante.

Dentre todas as atrações e momentos inesquecíveis que uma festa pode proporcionar, o mais significativo talvez seja aquele exato instante em que você entra em contato consigo mesmo, rodeado de tanto barulho e confusão, se flagra ouvindo (e dançando!) uma melodia sem sentido e se pergunta se tantas outras coisas sem sentido que nos passam pela frente não poderiam oferecer alguma magnitude a ser contemplada. #rave

Só uma dica: deixe o vídeo rolando enquanto lê. ;)

Abs.

Com as forças do além não se brinca. Além do mais quando o tempo está fechado e indicando chuva. Quando passa das 8 da noite então, pode começar a tremer e nem pense em sequer citar tais forças nas suas conversas. Histórias de terror e filmes sobre espíritos também estão terminantemente proibidos.

Digo isso porque no dia 10/11, a última terça-feira, aconteceu o apagão. Blackout de 2h. em grande parte do Brasil. Mas isso, se você mora pelo menos nas redondezas do Rio de Janeiro, com certeza já sabia. Até porque nós sentimos na pele o que é um apagão. E, Discussões políticas e finaceiras à parte, vamos à minha terça-feira, que como você bem deve suspeitar, normal é que não foi.

Depois de chuva\sol\chuva de novo\sol de novo, eu já tava boladona (pra não dizer palavra mais feia). Comprei duas míseras balas, neguei uma das mesmas a uma amiga sem peso na consciência e me diverti com minhas duas balinhas na viagem de volta do colégio. O casal que me acompanha na volta pra casa de todo dia, por um estranho motivo, que até hoje não sei ao certo qual era, não estava aos beijos como de costume. Estranho, mas normal, afinal, todo mundo discute\fecha a cara\fica mal um dia ou outro. Mas de repente eu senti que EU estava criando aquele clima ruim. Só não sabia o que tinha feito para isto (um dia depois fui descobrir que cara feia tava de graça naquele dia e que aquele definitivamente não era um dia normal). Deixei prá lá, afinal o que poderia fazer? Fechei a cara também e procurei fugir dali o mais rápido possível. Parti pro meu compromisso de toda terça, que é o teatro na igreja.

Curiosamente, comçamos a falando de praia e terminamos falando de paranormalidade, forças do além e tudo o que não pode ser visto a olho nu ou que não pode ser visto mesmo. Falamos dos anjos da guarda, do apocalipse e do suposto fim do mundo, que será em 2012, o ano da profecia, infelizmente antes das olimpíadas acontecerem no Brasil. Essa coisa toda de forças do além e de apocalipse sempre mexeram muito comigo, talvez pelo fato de ter dejavu com frequencia e também ter sempre a sensação de que conheço uma pessoa perfeitamente, quando acabei de conhecê-la. Estes são alguns sinais de paranormalidade. Os mais simples, mas são. Mas o que mais te faz acreditar mesmo nesse tipo de coisa, são os sinais claros. Esse meu dia, já estava nublado. Depois de contarmos histórias fantásticas, daquelas que acontecem de super anormais e que só contamos em dias de chuva, ou de falta de luz, eu saí do teatro e fui direto pro ponto de ônibus, pensando em como seria o apocalipse. Seria o caos. Os povos se unindo por um único objetivo, a sobrevivência. Já não vai ter preconceito, fome, nada mais vai importar. Apenas nossas vidas, que neste momento terão o mesmo valor.

Pensava nisso fixamente, mas lembrei que precisava ligar pro papai vir me buscar. Algo dizia pra eu ligar. Não precisava que ele viesse. Ele nunca vinha. Mas naquele dia era diferente. E liguei. Ao desligar o telefone, a luz piscou e sumiu. “E agora? Vou a pé?” Não, muito longe e até lá alguém pode até me sequestrar que nunca vou saber quem foi nessa escuridão. “Liga pra casa, Nath.” Liguei. Ou tentei. Sem sinal. “O que está acontecendo? Celular pega em qualquer situação.” Meu deus. “Calma Nathalia Cristine, a luz sempre acaba aqui quando chove. Daqui a pouco volta. Isso é normal.” Mas não voltou. Ao chegar em casa descobri que era um apagão, em mais de 10 estados do Brasil. Por que isso estava acontecendo? Não se tinha explicações ainda. Mas na minha cabeça estava tudo claro, muito claro: “Nath, pensa. Amanhã o Sol não vai nascer, isso é só um prenuncio do que está por vir.”

Sim, queridos, o Sol nasceu no dia seguinte. E vai nascer por bastante tempo ainda, segundo afirma a profecia. Mas agora, segundo a mesma, faltam 1131 dias, 17h e alguns minutos para o fim deste ciclo de vida na terra. E que venha 2012, que passemos por isso tudo, que vivamos ou que morramos, afinal, nascemos para viver e morrer. Algum dia isto teria que acontecer. E, enquanto eu espero, vou tentar brilhar ao máximo e me preparar para qualquer coisa.

Sobre Olimpíadas e Copa do mundo aqui, ou serão um sucesso ou um fracasso. O que pode acontecer de pior, é não acontecer.

 

Tentem dormir sem pensar nisso tudo esta noite, boa sorte. :D

Escolhas

Você chega em casa morto(a). Foi um dia de trabalho pesado. Olha pras suas pernas e percebe o primeiro sinal de esforço exessivo: uma varize. Sua mãe percebe logo sua cara e pergunta: “Filha, aconteceu alguma coisa?” Claro que não, mãe, tá tudo ótimo, não vê esta amigável varize na minha perna? Po, como ela acha que está tudo bem?

E você senta em frente ao computador, olha seu orkut, vê se tem scrap novo, olha seu e-mail. Nada de importante. Finalmente olha o blog. Ah, realmente você acha que vou escrever algo hoje, querido? – chegou ao nível crítico, você já está conversando com o computador.

Seu final de dia pode não ser exatamente assim, mas você pode se identificar, se vendo em situações diferentes. E aí, você pensa: “Vou ler algo.” E a primeira coisa que lhe vem a cabeça é o Metamorfoses. Claro, afinal você adora isto aqui, némesmo? E você chega e não vê nada de novo. Frustrante! “Ah, ela deve estar muito ocupada, estudando muito.” – Você pensa ssim? Eu não pensaria. E nem você deve pensar.

A partir do momento em que eu me compremeti a te entreter com um blogzinho furreca legal, é meu dever te mostrar algo de novo todos os dias, por mais que este algo de novo seja te contar o meu diazinho medíocre.

Sua chamada pode ser feita através deste post. E aí, você pode parar e pensar: “Será que a vida anda muito corrida e eu preciso de um tempo prá mim?” Minha chamada foi ver aquela lamentável varize na minha perna. E ela está aqui, para quem quiser ver o quanto venho trabalhando, venho me esforçando. Mas não faz como eu não. Tira um tempinho do seu dia para ler um blog interessante.

Fazer tudo correndo, atropelar fases importantes da sua vida de nada adianta. Na minha época de 8ª série, agora 9º ano, eu tinha aquela pressão toda, em estilo final de ensino médio e pré-vestibular: precisava passar num concurso prá um colégio fodástico, para a inflação do ego dos meus pais (e do meu também). Nesta mesma época, me foi apresentada a possibilidade de fazer a crisma. Então, o que eu teria a perder? Adiantaria tudo, estudaria um pouco mais e… pronto. Estaria livre durante o ano seguinte, né? Sim, queridos. Mas não foi minha opção.

Eu escolhi estudar só pros concursos aquele ano inteiro e fazer minha crisma no ano seguinte. “Se fudeu”. – Vai, falaí. Mas não foi isso o que aconteceu. Me dei bem no concurso mais importante e fiz a crisma no ano seguinte, certamente com muito mais sucesso. Porque da crisma anterior eu já conhecia todas as pessoas e na que eu fiz não conhecia ninguém e passei a conhecer. Um ou dois dos meus melhores amigos atualmente estão ali. Então, talvez seus pais não entendam quando você chegar e falar: “Pai, este ano vou terminar meu 3º ano sossegada e vou passar o ano que vem só fazendo estágio e pré vestibular.” Ele vai dizer: “Filhinho, eu dou as ordens aqui, além do mais só quero o seu bem.” Aquilo é o que ele acredita, não conteste. Mas apresenta pra ele suas condições. Tudo tem seu tempo e sua hora. Adiar uma escolha não é legal, mas escolher adiar algo que deve ser adiado, é fundamental.

@umaamiga e @você :D

Os papéis se inverteram.

Rio – A queda do helicóptero da PM foi comemorada por traficantes do CV com churrasco, regado a cerveja e uísque, na favela da Chatuba, que faz parte do Complexo da Penha. A festa começou às 18h de sábado, no aniversário do filho Luiz Claudio Serrat Corrêa, o Claudinho CL. Ele e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, que comandou a invasão ao morro dos Macacos, são acusados de terem planejado o assassinato do diretor do presídio Gabriel Ferreira Castilho (Bangu 3), o tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, em outubro do ano passado. A Polícia Civil tem informações de que a comemoração se estendeu até o baile funk, à noite. Na madrugada, FB teria autorizado ainda foguetório e rajada de fuzis para saudar a queda da aeronave e a morte dos policiais.

E você ainda quer ficar sentado na poltrona vendo TV o dia todo, sem fazer nada por você mesmo?

Leia mais em: Morróida.

Love is in the air.

Não existem fórmulas prontas para nada neste mundo. Para escrever uma redação por exemplo, você aprende várias técnicas que você quase não vai usar. Toda aquela teoria vai te servir apenas de base para quando você for escrever.

Eu gosto de saber das histórias. De saber qual a reação dos meus amigos para cada situação que eles passaram, seja ela ruim ou boa. A partir do momento que você está disposto a ouvir, você começa a criar a base para as suas próprias atitudes através dessas técnicas antes utilizadas por terceiros. Mas nada acontece também sem prática. Enquanto você não sentar e começar seu texto, nem que o começo seja uma m* e você tenha que mudar tudo depois, você nunca vai aprender.

Não gosto de ser imparcial, defender um lado, dar meu ponto de vista. Um amigo outro me fez uma… crítica construtiva. Ele me disse que eu nunca dava meu ponto de vista nos textos que eu fazia aqui pro blog. Que eu nunca dava uma solução para as questões que eu levanto.

Sabe, outro dia estava pensando nesta pergunta e, neste exato momento, meus olhos percorreram a sala do grêmio (meu refúgio de ultimamente) e eu vi numa das muitas revistas que a mesma contém, um título bem assim: “Dar o peixe ou ensinar a pescar?”

É, se a gente parar para pensar, cada coisa acontece na hora certa com a pessoa certa, no momento exato. Esta é uma das frases mais clichês que existem, mas naquela hora, foi fascinante o modo como parecia que tinha acabado de ser criada para a situação que EU estava vivendo.

Tem horas que me dá vontade de fazer um manual pro meu amigo Bhiel: A Técnica das Redações. Mas não. Outras horas já prefiro deixar que ele por si só comece a se interessar por isso. Que comece por si próprio a escrever. Por esse motivo, procuro fazer textos cada dia melhores, me superar. Porque eu sei que tem alguém que depende disso. Porque eu sei que em algum momento o que eu escrevo aqui vai ser importante para alguém. E isso me basta.

Fico o tempo que for preciso aqui, levo as broncas do papai calada por estar aqui além do meu tempo permitido. Mas não posso abandonar o barco, não posso deixar que a ociosidade me abrace e me sufoque. Não nasci prá isso, embora tenha leves vertigens de preguiça.

O amor é o nossa defesa e a paixão é o impulso. Sempre que me apaixono por alguém, por alguma idéia ou objetivo que tenha, faço as coisas com motivação. Paixão faz com que nos sintamos com vontade de fazer algo. E isso é bom. Se eu não tivesse mania de blog fosse apaixonada por blogs, não estaria aqui.

A falta do que escrever não foi o que me incomodou mais nestas últimas semanas e sim o “como” escrever. Tudo isto aí de cima é o que eu queria falar há semanas, mas não achava as palavras certas. Talvez devesse deveras esperar a hora certa, o momento exato para afundar ou salvar alguém.

Encontros e desencrontros. É disso que a vida é feita. E para isso não há explicação, não há previsão que descubra como vai ser. A vida é para ser vivida e só, quem tenta entender demais acaba não vivendo e quem entende de menos não vive. No fim, é tudo a mesma coisa.

E o que o título tem a ver com o resto? Talvez nada. Mas foi o começo de tudo e as idéias surgiram a partir desta música.

“Don’t know if I see it true, but you’re something that I must believe in

(E eu não sei se o que eu vejo é real, mas é algo em que devo confiar).

Love is in the air in the rising of the sun and love is in the air when the day is nearly done

(O amor está no ar do nascer do sol até o fim do dia).”

Não alisa não.

Vamos a uma futilidade. Há mais ou menos uma semana estou desesperada pela falta de algo que para mim é essencial: chapinha. Mas meu caro amigo, não pense que meu cabelo é extremamente ruim. É apenas uma questão de vaidade (ou não). Enfim… tal fato me levou a dar inúmeras ligações durante a semana para a minha querida amiguinha que me fez o favor de quebrá-la.
Hoje, finalmente, conseguimos horários em comum na agenda para fazermos a aquisição de uma nova prancha alisadora mega-ultra-potente. Fomos nós: eu, a amiga, a titia, mãe da amiga e o irmãozinho dela. Informações irrelevantes à parte, saímos andando por todas as lojas à procura de uma que fosse mais ou menos do mesmo preço e tivesse a mesma potência da minha. E encontramos em várias lojas diferentes (fato!).
Mas o que me fez nesta tarde belíssima de sábado, estar aqui escrevendo neste blog é o fato de que numa determinada loja (que papai sempre repudiou e eu não conseguia entender porque), víamos umas bem caras e pedimos outras mais baratas à vendedora, a fim de chegarmos ao preço da minha.
Nessa hora a vendedora nos reposnde: “É melhor você nem olhar essas aqui, porque prá alisar seu cabelo só dessa mais cara.”

Prefiro não publicar o que saiu da minha boca em resposta a tal AFIRMAÇÃO. Óbvio que comprei a chapinha do preço da minha, que sim, alisava meu cabelo e óbvio também que não foi na loja dela. Enfim… no fim da tarde, entrei numa loja de doces para acompanhar titia (mãe da Vi), e com quem eu me deparo? É amigos, com a própria. Engoli tudo o que queria falar prá ela naquela hora, levantei a cabeça e segui em frente. Quem perdeu a venda foi ela. Quem é sem futuro é ela, quem não faz sucesso é ela. Porque, com prancha de 40 ou de 400, sou sempre gata, já dela não posso dizer o mesmo. Fiquei sentida. Mas não perdi a classe. Ou perdi?

“Vou pro Barra Show sexta? Não, melhor não. Melhor ficar em casa e dormir. No sábado tem peça na igreja, preciso descançar para estar preparada. ” Ela às vezes falava as coisas a si própria em voz alta. Depois olhava em volta para ver se ninguém tinha visto. Ainda não estava louca. Talvez fosse ficar em breve. Ensaio na sexta. Ela foi. Os atores principais mandaram recadinhos porque não poderiam mais participar da peça. E agora? “Faz o principal, você consegue.” Não. Era muito cedo para ser protagonista. Ela ainda não sabia tudo o que precisava saber.

No dia seguinte já saiu atrasada, o que já era de se esperar. Se atrasava para tudo. Fez a peça. Foi um sucessão. Emendou com uma minipalestra com seus amigos para aqueles quase adolescentes.

Porque se revoltou com seus pais antes de sair de casa, decidiu arriscar e ir apenas com o dinheiro que tinha no bolso: R$ 10. Era sábado. Dia de Bienal do Livro e dia de jogo do Vasco no Maracanã.

Giovanna era vascaína, tinha seus 17 anos recém adquiridos e aquela era a primeira vez que ia para o Riocentro sozinha. Seu medo de se perder naquela quase viagem era incrivelmente grande, mas precisava se arriscar. Se pensasse muito, não teria nem saído de casa naquele dia.

Foi de pé. Assim começou sua jornada naquele ônibus (268: Praça XV- Riocentro). Logo adiante, engarrafamento. De repente, um ônibus surge ao lado do seu. Era preto e branco, enorme. Vidros fumê. Foi passando por eles, e muito de perto, aplicando bem os olhos, ela viu alguns homens lá dentro. Percebia-se de longe que não eram homens comuns. Tinham um porte físico sensacional. E passou por eles. Os carros à frente abriam caminho para sua passagem. E de longe ela pôde observar a frase escrita no lado direito do ônibus que acabara de passar por eles: O sentimento não pode parar.

Sumiu em meio a multidão de carros que se formava em volta do Maracanã aquele dia.

Depois de quase duas horas naquele ônibus, finalmente chegou ao tão esperado Riocentro, onde estava tendo Bienal do Livro 2009. Quase jogou pãezinhos para marcar o caminho, tamanho o medo de se perder na volta. Mas não o fez. Preferiu usar a memória.

Logo na entrada, foi fotografada por uma série de câmeras que disputavam um famoso desconhecido por ela. Chegou pelo pavilhão laranja. Deu uma volta e seguiu para o azul, onde ouvia gritos e tinha uma aglomeração em frente: atores de Bela, a feia estavam presentes no stand da Panini. Ela não achava graça nenhuma naquilo tudo, mas sentiu necessidade imensa de chegar perto para tentar uma foto.

091909171927

Depois dessa necessidade dispensável, foi quase pisoteada em meio a multidão, mas conseguiu seguir adiante. Mais à frente passou por repórteres da Globo e pessoas querendo aparecer na reportagem da Globo. Estava sozinha. Passou por vários stands interessantes. No da Rocco, viu Talita Rebouças dando autógrafos em seus livros, que ela felizmente teve a oportunidade de ler quase todos.

Ela é realmente linda. E tem um talentosinho.

Ela é realmente linda. E tem um talentozinho.

Perguntou por Flicts¹ num stand, onde uma senhora lhe informou que estava exatamente onde estava Ziraldo.

Ainda bem que não entrou na fila de autógrafos. O bom velhinho estava bastante concorrido.

Ainda bem que não entrou na fila de autógrafos. O bom velhinho estava bastante concorrido.

Viu um livro que já tinha lido num stand e foi lá vê-lo, sem perceber que a autora estava ali. Ganhou autógrafo e de quebra tirou uma foto pro site com ela, Angélica Lopes.

Já estava megafeliz, quando foi surpreendida por um rapaz que trabalhava num stand, querendo acompanhá-la. Queria ir em sua casa, queria seu telefone, já se sentia íntimo. Nessa hora ela pensou em todas as pessoas bizarras que devem existir no mundo. Se seu pai a visse naquela situação ia querer bater no cidadão, que por sinal parecia meio pancadinha das idéias. Se livrou então do pobre coitado e foi direto para o Mulher e ponto. Ouviu uma palestra sensacional de uma psicóloga de casais. O que isso tinha a ver com uma garota de 17 anos? Nem ela sabia. Mas foi fascinante.
Quando olhou o relógio, já marcava 20h. “Como o tempo passou rápido.” Essa era hora combinada com seu pai para sair de lá. Se demorou ainda mais uns minutinhos e se foi, deu fim à sua jornada daquele sábado. Mas com a certeza de que muitas aventuras sensacionais se aproximavam. Talvez você acompanhe um pouco mais dessa história em breve.
[Continua...]

¹ Ela vai fazer uma participação na peça Flicts, que vai ser apresentada por seu grupo de teatro, Cativarte. Por isso ficou tão deslumbrada.

Que dia é hoje?

Hoje é o dia em que eu ia fazer um post pra responder a pergunta da Raíra (De onde você tira inspiração, Nath?). Mas não o fiz. Hoje é dia 14 de setembro de 2009. Hoje muitas pessoas estão nascendo, outras tantas morrendo, fazendo aniversário, gente decepcionada, gente saindo prá conhecer gente (mesmo com essa chuva que está caindo ininterruptamente). Hoje, alguém aceitou um pedido de casamento, alguém terminou com o namorado, alguém fez a maior burrada da vida.

Por que será que estas coisas me vieram na cabeça exatamente na hora que sentei no computador disposta a postar a resposta da Raíra? Hoje, alguém está lendo este blog na mesma hora que você (ou não) e vai perceber que o tempo está passando. E depressa demais até. Ano passado, eu comecei um colégio novo, uma vida totalmente diferente do que era antes. Desde lá, muitas coisas mudaram. Conheci as pessoas que fazem parte da minha vida até hoje e com certeza ficarão nela até eu ficar bem velhinha. Me despedi de alguns, enturmei outros. E você me pergunta: “E daí? Pra quê eu quero saber disso?”

Sabe, há um ano atrás, exatamente um ano atrás, eu tinha feito uma das piores burradas da minha vida. Provavelmente na presente data do ano anterior, eu estivesse a essa hora no meu quarto, chorando, me perguntando porque as coisas sempre davam errado para mim. Porque eu não conseguia tomar as atitudes certas e simplesmente me deixava levar por qualquer idiota pessoa. Eu simplesmene tinha medo. Medo de não ser aceita, medo de não ser querida, medo de não fazer parte daquela rodinha de amigos, de não poder falar mais com aquelas pessoas. E hoje eu posso assumir que tinha medo. Hoje eu sou capaz de aceitar algumas verdades. E acho realmente que o passo mais difícil para superar uma decepção é aceitar a verdade. Mas a partir do momento que você consegue falar daquilo sem chorar, você já está fortalecido. A partir do momento que você consegue contar a história, você está pronto para outra. Porque a vida é assim: quando você acha que já passou por tudo e agora é capaz de enfrentar qualquer coisa, aparecem problemas totalmente peculiares, que te mostram que você nunca saiu do lugar, você está sempre começando. Mas a gente nuca pode é ficar parado.

Se eu tivesse parado lá, naquele 14 de setembro de 2008, eu não teria um blog, não estaria escrevendo nele e você não estaria lendo esta merda aqui este post.

É, você já deve ter percebido que hoje bateu nostalgia, né? Hoje dormi praticamente em todas as minhas aulas e nem vi o tempo fechar. Fui liberada mais cedo e, consequentemente, fui mais cedo prá dança. Quando cheguei lá, não tinha quase ninguém, as luzes apagadas e a única coisa que eu podia ver era o céu. Lindo. As nuvens pesadas, o vento frio batendo no rosto, uns raios de um possivel sol de fim de tarde escondidinhos atrás das nuvens e muitas, muitas e muitas lembranças. Aquele era o lugar que eu frequentava com a minha Miroca, nos meus tempos de *garota*. Lembrei das pessoas que conhecia, das que eu conheço, do que nunca aconteceu, do namorado que eu nunca tive. Pensei em nada, pensei em tanta coisa. Sabe, isso aí é que é nostalgia das boas. Talvez você entenda e sinta um pouquinho do que eu senti hoje, mas sentimento é sentimento: cada um faz o seu, depende de várias situações da vida de cada um. E, naquela hoje, eu estava realmente feliz, mas, mesmo assim, precisava de um abraço. Talvez eu ainda precise desse abraço. Baita nostalgia.

Dia do Blog

Dia do Blog foi estabelecido de forma informal para o dia 31 de Agosto. É o dia internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog.

Esta data foi escolhida porque seus números 31/08 se assemelham com a palavra Blog.

Foi estabelecido que durante esse dia, blogueiros de todo o mundo deverão colocar uma mensagem aos seus leitores, apontando para outros blogs que considerem interessantes. Assim seus leitores poderão descobrir novos blogs para serem lidos, divulgado os blogs pela internet.

É gente: hoje é o dia do blog e isto aqui é um blog. Portanto vou linkar aqui os meus vícios blogs favoritos.


O melhor de todos, meu preferido: Substantivolátil. Mirian Bottan fala sobre todos os assuntos de forma super natural e bem humorada. Às vezes são reflexões você já teve muitas vezes e nunca conseguiu expressar. E não é que ela consegue? E muito bem.


Papo de Homem (PdH):  Assim como existem revistas virtuais bem mulherzinhas (Capricho?), podem existir também as revistas saco-roxo masculinas. Não, eles não tem papas na lígua e falam mesmo. Sobre absolutamente TUDO. O legal de estar sempre dando uma atualizada no PdH é que eles não apenas falam de assuntos clichê (de forma inteligente e bem humorada), como apresentam prá gente tudo o que está acontecendo no mundo desde notícias da tv, até o lançamento de uma nova marca de cigarro.


O Não Dois Não Um é uma incognita até prá mim. Quer ver o mundo de um ponto de vista diferente? Vai neste blog. O Gustavo trata especiamente de assuntos sentimentais de uma forma totalmente dinâmica e ao mesmo tempo introspectiva, reflexiva. Não consigo mais descrições à altura. Clica prá saber.


E, por último, mas não menos importante: Complexo Alpha. Com uma visão bem crítica sobre diversos assuntos, meu amigo Douglas consegue realmente prender minha atenção inteiramente quando se trata de um post no seu blog. Ele mostra prá gente uma série de idéias bem organizadas (ou não), que fazem a gente criar alguns conceitos que deveriam ser básicos, mas que pouca gente possui.


A listinha foi bem pequena, mas creio eu que seja uma lista de qualidade. Até porque, a pessoa que vos fala tem bom gosto quando se trata de blogs, discussão de idéias, e esse blablablá todo. Então vamos discutir sobre os blogs listados. Gostou de algum? De nenhum? Preguiça de clicar? Fique à vontade para dar sua opinião, que é sempre bem vinda. :D

Henfil

Corte de Gastos

“O Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – próximo às estações Sé e São Bento do Metrô – Telefone 0XX-3113-3600) apresenta a primeira grande retrospectiva de Henfil – e a primeira mostra de cartum a ser realizada em seu espaço. A exposição Henfil do Brasil chega a São Paulo, depois de carreira bem-sucedida no CCBB do Rio de Janeiro e de Brasília, e será inaugurada no dia 29 de outubro, sábado, às 15h.”

Eu já fui e recomendo, porque além de fazer você dar boas risadas, as tirinhas do Henfil também trazem implicita uma crítica bem legal, que é importante a gente desenvolver. Não sei se a exposição volta pro Rio.

Se não puder ir até lá, procura as charges na internet, tem umas bem bacanas. Até porque na exposição não dá tempo de ver todas. São muuuuuitas.

Orelhão

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