Morrer e matar por amor (à Pátria)

A única linguagem que é entendida mundialmente é a da morte, da destruição. É a única liguagem que é capaz de unir povos. Já parou prá se perguntar porque quando há uma guerra prevista, alguns povos se unem a outros apenas para não perder a guerra, ou prá ficar mais forte e vencê-la?

Guerras acontecem por religiões que não são as mesmas, para impor a outros povos a própria religião. Também fazem guerras por poder político, por território, para defender o seu ou tomar o dos outros.

Cada país forma seu exército durante tempos e tempos. Nunca há uma pausa. Os exércitos precisam estar sempre preparados para defender sua Pátria a qualquer instante. Nunca se sabe quando vai acontecer uma guerra, né?

E o que eu sempre admirei são esses caras, que dedicam sua vida inteira à defesa da sua Pátria, que é como a defesa de seu Deus numa religião. São coisas diferentes, mas com intensidades parecidas. O amor pela Pátria é a coisa mais linda que há. Mas eu nunca o entendi realmente. Deve ser por causa do jeitinho brasileiro de ser, daqueles que não tão nem aí prá nada.

O amor supremo à Pátria é como o amor supremo a Deus numa religião. A Pátria deve ser defendida sempre, custe o que custar. É sempre uma luta de autodefesa, onde não se deve importar-se com o oponente. Uma vida rival é uma glória a mais.

O amor supremo à Deus é como o amor supremo de um soldado à sua Pátria. A principal idéia defendida nas religiões quase todas é a defesa da vida.

E aí, soldado? Você é capaz de morrer pela sua Pátria, mas ao mesmo tempo, acredita em um Deus que considera pecado qualquer atentado contra avida.

Religiosamente falando, poderíamos citar como exemplo de ação, Martin Luther King, que entrou numa guerra prá vencer, sem ser às custas de derramamento de sangue. Ele se defendia e atacava apenas com palavras. Mas se voltando ao que eu levantei no começo do post, a única linguagem que é universal é a morte, a destruição, a intimidação. Por esses motivos, povos se unem, seja para se defender, seja para atacar.

Desde o início dos tempos são travadas guerras e mais guerras pela falta de argumentos, pela falta de entendimento entre os povos. E quem não vence nos discursos, vence nas guerras. Quem não é bom em argumentos, é bom em intimidação. É isso.

É lindo morrer pela Pátria, defender até o fim um ideal com unhas e dentes, sendo capaz de dar até a própria vida pelo que se acredita, mas talvez seja uma morte a mais em vão. Uma tentativa frustrada de se alcançar um ideal. Um jeito errado de lutar pelo que se acredita. Quantas vidas são necessárias para contar a vitória de um país?

As guerras não são inúteis, nem vão deixar de existir tão cedo. Quando não há nenhuma solução por meio de conversa, de entendimento, é preciso que haja uma guerra, ou então nada muda nunca. Quantas guerras foram necessárias até hoje para a humanidade chegar onde está? Enfim, para se haver paz, tem que existir as guerras. Não há como evitá-las. Cada um se defende como sabe, e infelizmente, quase ninguém sabe o jeito certo de agir para se defender.

Pela Pátria, matar não é pecado

Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa.

Martin Luther King

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