Love is in the air

Não existem fórmulas prontas para nada neste mundo. Para escrever uma redação por exemplo, você aprende várias técnicas que você quase não vai usar. Toda aquela teoria vai te servir apenas de base para quando você for escrever.

Eu gosto de saber das histórias. De saber qual a reação dos meus amigos para cada situação que eles passaram, seja ela ruim ou boa. A partir do momento que você está disposto a ouvir, você começa a criar a base para as suas próprias atitudes através dessas técnicas antes utilizadas por terceiros. Mas nada acontece também sem prática. Enquanto você não sentar e começar seu texto, nem que o começo seja uma m* e você tenha que mudar tudo depois, você nunca vai aprender.

Não gosto de ser imparcial, defender um lado, dar meu ponto de vista. Um amigo outro dia me fez uma… crítica construtiva. Ele me disse que eu nunca dava meu ponto de vista nos textos que eu fazia aqui pro blog. Que eu nunca dava uma solução para as questões que eu levanto.

Sabe, outro dia estava pensando nesta pergunta e, neste exato momento, meus olhos percorreram a sala do grêmio (meu refúgio de ultimamente) e eu vi numa das muitas revistas que a mesma contém, um título bem assim: “Dar o peixe ou ensinar a pescar?”

É, se a gente parar para pensar, cada coisa acontece na hora certa com a pessoa certa, no momento exato. Esta é uma das frases mais clichês que existem, mas naquela hora, foi fascinante o modo como parecia que tinha acabado de ser criada para a situação que EU estava vivendo.

Tem horas que me dá vontade de fazer um manual pro meu amigo Bhiel: A Técnica das Redações. Mas não. Outras horas já prefiro deixar que ele por si só comece a se interessar por isso. Que comece por si próprio a escrever. Por esse motivo, procuro fazer textos cada dia melhores, me superar. Porque eu sei que tem alguém que depende disso. Porque eu sei que em algum momento o que eu escrevo aqui vai ser importante para alguém. E isso me basta.

Fico o tempo que for preciso aqui, levo as broncas do papai calada por estar aqui além do meu tempo permitido. Mas não posso abandonar o barco, não posso deixar que a ociosidade me abrace e me sufoque. Não nasci pra isso, embora tenha às vezes leves vertigens de preguiça.

O amor é a nossa defesa e a paixão é o impulso. Sempre que me apaixono por alguém, por alguma idéia ou objetivo que tenha, faço as coisas com motivação. Paixão faz com que nos sintamos com vontade de fazer algo. E isso é bom. Se eu não tivesse mania de blog fosse apaixonada por blogs, não estaria aqui.

A falta do que escrever não foi o que me incomodou mais nestas últimas semanas e sim o “como” escrever. Tudo isto aí de cima é o que eu queria falar há semanas, mas não achava as palavras certas. Talvez devesse deveras esperar a hora certa, o momento exato para afundar ou salvar alguém.

Encontros e desencrontros. É disso que a vida é feita. E para isso não há explicação, não há previsão que descubra como vai ser. A vida é para ser vivida e só, quem tenta entender demais acaba não vivendo e quem entende de menos não vive. No fim, é tudo a mesma coisa.

E o que o título tem a ver com o resto? Talvez nada. Mas foi o começo de tudo e as idéias surgiram a partir desta música.

“Don’t know if I see it true, but you’re something that I must believe in

(E eu não sei se o que eu vejo é real, mas é algo em que devo confiar).

Love is in the air in the rising of the sun and love is in the air when the day is nearly done

(O amor está no ar do nascer do sol até o fim do dia).”

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4 opiniões sobre “Love is in the air

  1. Motivação…

    Lembra do torpedo em que mencionei: “pq as pessoas nao dao a cara a tapa?”, justamente isso… Todos querem soluçoes, pq axam seus problemas muito maiores que os dos outros e sobrepoem suas razoes as dos outros sem parar para analisar ou tentar ajudar o outro… Sem sequer parar para escuta-lo…

    Frase de “Todo Poderoso”: “quer um milagre? SEJA O MILAGRE!!!”…

  2. Às vezes temos crises existenciais e de criatividade que parecem nunca ter um fim .
    Mas, de repente, acontece e tudo o que você queria dizer havia tanto tempo simplesmente surge na sua mente (isso se chama inspiração)
    Sou do tipo que gosta de, sempre que possível, defender um lado, mas admiro que consegue ser imparcial .
    Pessoas imparciais conseguem, geralmente, ver os dois lados da história com mais clareza e , por isso (talvez) conseguem resolver as situações mais facilmente .

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