Entender nem sempre é necessário.

Não há o que falar e isso me incomoda. As experiências estão se multiplicando mas as palavras estão se esvaindo. Já não se sabe mais como fazer um texto no colégio, nem um post prum blog, o que sempre foi motivo de grande excitação. Já não tem graça o Natal. A árvore, que antes era disputadíssima para ser montada, foi montada à força por seu pai, que nunca se interessou muito pelo tão belo natal – ou aparentemente não. O que tem acontecido com você? O que tem acontecido comigo?

Eu poderia começar falando do Congresso da UBES, o que com certeza interessaria boa parte do meu público leitor se eu ainda tiver um público leitor. Poderia falar dos shows que existem por aí pelo Rio de janeiro nas noites de sábado, e de como é fantástico ser carioca e ter tudo isso ao alcance da mão. Ver seus amigos se mudarem e acabarem voltando pro Rio, porque VOCÊ está numa cidade inigualável. Mas por mais que eu saiba que tudo isso seria muito interessante, não me bastaria dizer isso. Até porque talvez meu dom não seja escrever. Vou te enrolar até o final deste texto e vou acabar não dizendo nada. Eu poderia muito bem fazer você e eu voltarmos aos tempos de crianças e nos lembrarmos do quanto o mundo parecia imensamente grande e como nossas opinião era ignorada a menos que houvesse um espetáculo de choro no meio da sala da sua casa pelo fato de você não gostar de chuchu. Aliás, eu não gosto de chuchu. E meu pai sempre pensou que eu era como todas as outras crianças, que faziam charminho, que não gostavam porque não tem gosto de nada e isso tudo aí que pai pensa. Talvez ele estivece certo em algum ponto. O fato é que até hoje eu não como chuchu. Em contrapartida, como espinafre muito bem, o que segundo ele me faria ficar muito mais esperta e inteligente. Bem, isso não ajudou muito no Curso Técnico, no qual fiquei de recuperação por um décimo e depois veio a reprovação porque minha maldita dívida de nota ali aumentara. Só porque 98% da população da sua cidade tem câncer de pulmão depois do consumo excessivo de cigarros, não quer dizer que a Tia Fernada tenha. Ela fuma desde seus tempos de adolescente e sua radiografia de pulmão mostrou um pulmão limpo com funcionamento perfeito, impecável.

Juntando tudo isso o que eu disse, não dá um post decente, embora uma ou duas coisas que eu disse acima tenham alguma relação umas com as outras. Bom, você não vai perceber tão cedo. Talvez nunca. Seu nome não é Nathalia e você provavelmente bebe leite, algo que eu não bebo. E as pesquisas devem mesmo estar certas e terei muito em breve uma osteoporose. E nessa época posso pensar: “Eu deveria ter bebido leite e ter feito tudo diferente.” Ou talvez um dia poderei simplesmente dizer: bacana, eu sempre fui o que eu quis e a falta de leite, além da osteoporose não afetou em nada minha vida.

E a pior parte de tudo isso, é que eu sinto estar surtando e minha mãe vai saber disso depois dos leitores do meu blog. Talvez ela devesse também ter aprendido a usar um computador e gostar um pouquinho mais de Carnaval. Vai entender a vida. É pra viver, não ficar folisofando e tentando escrever todas as loucuras que se pensa. Deixemos a filosofia aos filósofos e poesia aos poetas. Já deu pra perceber que nenhum destes é o meu dom, né?

Ou revoir.

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